ENTRE OLHARES

PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E A ESCOLA RURAL DO MUNICIPIO DE LÁBREA (AM)

Resumo

O presente artigo busca tecer uma reflexão sobre a dinâmica das escolas da zona rural, destacando se existe ou não iniciativa na perspectiva da chamada “educação do campo”, apontando os principais desafios para implementação dessa política pública no município de Lábrea, AM. A pesquisa foi desenvolvida a partir da abordagem qualitativa, tendo como parâmetro o Plano Municipal de Educação, que tramita desde 2014 na Câmara Municipal e ainda não foi apresentado pela Comissão de Educação para votação na plenária. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de conversas e entrevistas semiestruturadas com os sujeitos diretamente envolvidos, pais, alunos, professores, o técnico da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e vereadores. A análise feita a partir da leitura do Plano Municipal de Educação aponta uma série de fragilidades que devem ser consideradas para que possamos pensar em uma proposta de educação do campo/floresta condizente com a realidade do município. Notou-se que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura não dispõe de um projeto específico para as escolas da zona rural. Ao longo do texto foi problematizado o papel do professor e as salas multisseriadas, apontando as contradições e lacunas existentes entre a proposta do Plano Municipal de Educação e a realidade das escolas da zona rural do Município.

Biografia do Autor

Claudina Azevedo MAXIMIANO, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (2003), mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (2008) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (2015). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação indígena, cidade, amazônia, agroecologia e adolescentes e jovens indígenas. Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa Afro-brasileira e Indígena (NEABI). Coordenadora do Minilaboratório de Cartografia Social e Técnicas de Gestão Territorial do IFAM/campus Lábrea.

Vanessa Araújo GALVÃO, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

Possui graduação em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas (2012).

Publicado
2020-12-19
Seção
DOSSIÊ CULTURA E TERRITÓRIO NA AMAZÔNIA