O ESPAÇO ESCOLAR COMO LÓCUS DE PRECARIZAÇÃO: A REPRODUÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS

Autores

  • José Paulo Pietrafesa Universidade Federal de Goiás
  • Afonso José Mendes Univesidade Federal de Goiás-UFG
  • Elisabeth Maria de Fátima Borges Universidade Federal de Goiás

Palavras-chave:

Espaço escolar;, Educação pública;, Infraestrutura;

Resumo

Esse artigo busca analisar o processo de ocupação e apropriação do espaço físico do Colégio Estadual Jardim América (CEJA) enquanto ambiente formativo, investigando as relações, os conflitos e as contradições entre sua materialidade, a organização institucional e as práticas pedagógicas. O estudo fundamentou-se teoricamente nos aportes de Apple (1982, 2002 e 2002), Bourdieu e Passeron (1992), articulando os conceitos de reprodução, poder e ideologia à realidade escolar brasileira. Metodologicamente, caracterizou-se como pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, com abordagem indutiva e procedimentos de pesquisa de campo. A pesquisa constatou que a infraestrutura precária do CEJA compromete sua função formativa. Conclui-se que o espaço escolar não é neutro, mas um reflexo de relações de poder. A degradação física evidencia que a luta por uma educação de qualidade é uma disputa simbólica pela escola como espaço de formação crítica. O desafio é transformá-la em um instrumento de reprodução de desigualdades em um território de direitos e justiça social.

Biografia do Autor

  • José Paulo Pietrafesa, Universidade Federal de Goiás

    Doutor em Sociologia pela UnB. Professor de Sociologia da Educação na FE/UFG e no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE-UFG), na linha de pesquisa Trabalho, Educação e Movimentos Sociais. Desenvolve pesquisas com ênfase em Educação do Campo, relações de trabalho assalariado em espeços rurais e ações dos camponeses por reforma agrária.

  • Afonso José Mendes, Univesidade Federal de Goiás-UFG

    Doutorando em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestre em Educação e Ensino pela Universidade Estadual do Ceará (UECE, 2023). Licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB, 2020) e graduado em Ciências Humanas pela mesma instituição (2017). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática e Questões Contemporâneas – DIDAKTIKÉ (CNPq). Participa do projeto de extensão Escolas Criativas Conectando Saberes (ECCoS), vinculado à Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC).

    ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0984-5272 

  • Elisabeth Maria de Fátima Borges, Universidade Federal de Goiás

    Graduação em História pela UFG (2002). Mestrado em História pela UFG (2005). Especialização em Educação para a Diversidade e Cidadania pela UFG (2011). Doutoranda em Educação no PPGE/FE/UFG. Professora no Centro Universitário Mais - UNIMAIS, desde 2014.

    ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6581-6620

Downloads

Publicado

2026-04-17

Edição

Seção

ARTIGO ACADÊMICO

Como Citar

O ESPAÇO ESCOLAR COMO LÓCUS DE PRECARIZAÇÃO: A REPRODUÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS. Revista Temporis[ação] (ISSN 2317-5516), [S. l.], v. 26, n. 01, p. 01–27, 2026. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/17635. Acesso em: 19 abr. 2026.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)