O ESPAÇO ESCOLAR COMO LÓCUS DE PRECARIZAÇÃO: A REPRODUÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS
Palavras-chave:
Espaço escolar;, Educação pública;, Infraestrutura;Resumo
Esse artigo busca analisar o processo de ocupação e apropriação do espaço físico do Colégio Estadual Jardim América (CEJA) enquanto ambiente formativo, investigando as relações, os conflitos e as contradições entre sua materialidade, a organização institucional e as práticas pedagógicas. O estudo fundamentou-se teoricamente nos aportes de Apple (1982, 2002 e 2002), Bourdieu e Passeron (1992), articulando os conceitos de reprodução, poder e ideologia à realidade escolar brasileira. Metodologicamente, caracterizou-se como pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, com abordagem indutiva e procedimentos de pesquisa de campo. A pesquisa constatou que a infraestrutura precária do CEJA compromete sua função formativa. Conclui-se que o espaço escolar não é neutro, mas um reflexo de relações de poder. A degradação física evidencia que a luta por uma educação de qualidade é uma disputa simbólica pela escola como espaço de formação crítica. O desafio é transformá-la em um instrumento de reprodução de desigualdades em um território de direitos e justiça social.
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