“O Canto Erótico do Cavalo”: Violência e transgressão na poesia de Yêda Schmaltz

  • Paulo Antônio Vieira Júnior (UNIFESSPA) Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.
Palavras-chave: Yêda Schmaltz, Erotismo, Violência, Cavalgada

Resumo

Este estudo desenvolve considerações sobre os poemas “Visão” e “Cavalgada”, de Yêda Schmaltz, pertencentes ao livro A alquimia dos nós. Os poemas representam a violência erótica através da simbologia do cavalo e da cavalgada. Nossa leitura parte da hipótese de que tais textos parodiam o poema “Meu sonho”, de Álvares de Azevedo, e incorpora a crítica que Antonio Candido empreendeu aos versos do poeta romântico, no ensaio “Cavalgada ambígua”. A tonalidade ambígua é dada através da analogia do trote e das características físicas do cavalo com a impetuosidade do desejo carnal. O termo “cavalgada” tem corrompido seu sentido primeiro, de passeio sobre um cavalo, para assumir a condição de entrevista sexual. O aporte teórico norteador do estudo reside sobre as teorias de Georges Bataille (1988), Michel Foucault (2013) e Linda Hutcheon (1989).

Biografia do Autor

Paulo Antônio Vieira Júnior (UNIFESSPA), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.
Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Goiás (2005), mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (2009) e doutorado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (2014). Atualmente é professor Adjunto da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: Yêda Schmaltz, mitologia, lírica moderna, poesia erótica e erotismo.
Publicado
2017-03-02
Como Citar
Vieira Júnior (UNIFESSPA), P. (2017). “O Canto Erótico do Cavalo”: Violência e transgressão na poesia de Yêda Schmaltz. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 8(1), 161-177. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5647
Seção
Teoria Literária