Autoformação, violência e compulsão repetitiva em Macbeth e Marlowe

  • Carlos Roberto Ludwig (UFT)
Palavras-chave: Autoformação, Violência, Compulsão Repetitiva.

Resumo

Este ensaio analisa as questões de autoformação, violência e compulsão repetitiva em Macbeth de Shakespeare, a partir das reverberações destes problemas nas peças de Marlowe. Macbeth incorpora uma atitude compulsiva que se revela pelos assassinatos dos que o ameaçam, como uma reação negativa e violenta de sua conduta algo neurótica persecutória, que se projeta em outras personagens. Podemos observar em Macbeth um conjunto de imagens relativas ao plantio, ao nascimento e à construção que assinalam seu desejo de autoformação, autoafirmação e construção da identidade e masculinidade. Além disso, há uma insistente comparação entre o humano e os animais nesta peça, que assinala o retorno ao animalesco e ao mundo selvagem após a experiência do assassinato.

Biografia do Autor

Carlos Roberto Ludwig (UFT)
Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Docente do Programa de Pós-Graduação em Letras e do Curso de Letras – Língua Inglesa e Literaturas da Universidade Federal do Tocantins, Campus de Porto Nacional
Publicado
2017-03-02
Como Citar
Ludwig (UFT), C. (2017). Autoformação, violência e compulsão repetitiva em Macbeth e Marlowe. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 8(1), 143-160. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5457
Seção
Teoria Literária