Formação Social das juventudes católicas: contexto histórico e participação

  • Renan Augusto Gonçalves Teixeira
  • Francisco Evangelista

Resumo

O artigo apresenta pesquisa que teve como objetivo avaliar a atuação da Pastoral da Juventude dentro da Igreja Católica durante o período militar no Brasil, tendo como foco a análise do movimento e seus ideais libertários, que se reuniam no interior da instituição Igreja e, em reuniões e encontros, ajudavam na formação de grupos reflexivos e atuantes que lutavam por libertação, criando e experimentando ambientes e situações formativas. Objetivamos também, observar os fenômenos na ordem social que tem contribuído para que a juventude se desvincule de maneira tão significativa das principais discussões sociais e políticas da sociedade brasileira. Historicamente, a juventude em luta contra a ditadura brasileira, encontrou apoio e amparo na Igreja Católica, que, naquele momento, fazia uma experiência Latino Americana da Teologia da Libertação e era uma grande referência institucional na resistência. Para desenvolver a pesquisa, metodologicamente, tomamos como referência tais grupos presentes em uma Comunidade Católica que nasce exatamente nesse período da história brasileira. A pesquisa de campo foi realizada ouvindo relatos de jovens da época – hoje adultos atuantes na comunidade – e jovens de hoje, onde identificamos mudanças e diferenças comportamentais. A análise dos dados revelaram que os jovens contemporâneos tem dificuldade de se perceber inseridos na
sociedade como os das décadas de 70 e 80 se percebiam. Sua atuação é restrita pois os ambientes formativos (reuniões, encontros, formações) são cada vez menos frequentes e com uma espiritualidade bem menos coletiva e muito mais individual que antes, o que nos revela também a atuação da hierarquia da Igreja Católica e sua incidência e diretividade na formação social da juventude na atualidade em comparação com o período das comunidades eclesiais de base.

Publicado
2019-06-05
Seção
Artigos