FORMAÇÃO DOCENTE NA CULTURA DIGITAL
tensionamentos entre currículo, avaliação, e ensino de língua portuguesa em Goiás
DOI:
https://doi.org/10.31668/m6pdse48Resumo
Sob a perspectiva das concepções de linguagem, este artigo analisa em que medida o compilado Revisa Goiás atende às propostas de ensino de Língua Portuguesa para o Ensino Médio, problematizando suas implicações na formação docente na era digital. Mais do que examinar gêneros textuais presentes no material, busca-se compreender como políticas públicas curriculares e avaliações em larga escala atravessam as práticas pedagógicas, reconfigurando saberes, margens de autonomia e modos de mediação docente na educação básica goiana. Fundamentado nas contribuições de Soares (1998), Geraldi (2003) e Marcuschi (2016), no que tange à linguagem como interação, e nos estudos sobre letramento digital e multiletramentos (Monte Mór, 2017; Rojo, 2019; Ribeiro, 2021), o estudo adota abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, com análise do material curricular em diálogo com a prática docente. Os resultados evidenciam a centralidade de descritores vinculados à Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), apontando para uma organização didático-pedagógica orientada pela lógica do desempenho. Nesse cenário, destaca-se a necessidade de uma formação docente crítica, ética e politicamente situada, capaz de tensionar a instrumentalização tecnológica e promover práticas de letramento digital que ultrapassem a superficialidade estrutural dos gêneros textuais, contribuindo para uma educação linguística emancipatória na Cultura Digital.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Revista Plurais (e-ISSN 2238-3751)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.