A ACADEMIA NA ENCRUZILHADA:
entre a herança patriarcal-capitalista e a urgência de um novo devir social
DOI:
https://doi.org/10.31668/xj3bcz90Resumo
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre a estrutura da academia contemporânea, argumentando que a universidade segue reproduzindo uma sociedade marcada pelo racismo estrutural, pelo patriarcado e pela engrenagem do capitalismo neoliberal. Utilizando a análise de Suanno (2016) sobre os descaminhos do capitalismo e as provocações de Piketty (2013) sobre a desigualdade, o texto discute a necessidade de transitar de uma igualdade formal para uma equidade real, que rompa com a "coisificação" dos sujeitos. A análise expande-se para a conjuntura política brasileira, articulando-se com a tese de Silva (2018) sobre a apropriação conservadora do ciclo de protestos de 2013. Argumenta-se que o vácuo de representatividade daquele período permitiu uma reorganização da direita que, ao capturar símbolos nacionais, passou a tensionar a autonomia universitária e a representatividade feminina no poder. Complementarmente, incorpora-se a reflexão da Reitora Márcia Barbosa (UFRGS) sobre como a polarização política reage agressivamente à ascensão de mulheres em espaços de decisão. Conclui-se que a resistência reside num grupo incipiente dentro das universidades que luta por um conhecimento acadêmico-científico comprometido com a transformação social e a superação das violências de gênero, raça e classe social.
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