IDENTIDADE LÍNGUÍSTICA E CULTURAL DA COMUNIDADE SURDA
ações pedagógicas para práticas inclusivas do aluno surdo
DOI:
https://doi.org/10.31668/snpm6g07Resumo
O presente artigo analisa a identidade linguística e cultural da comunidade surda no contexto da educação básica, problematizando os processos de invisibilização ainda presentes nas práticas escolares. Parte-se da compreensão da surdez como diferença cultural, reconhecendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como elemento estruturante da constituição identitária do sujeito surdo. O estudo caracteriza-se como revisão integrativa da literatura, com recorte temporal de 2010 a 2026, realizada nas bases SciELO e Portal de Periódicos CAPES, seguindo etapas sistematizadas inspiradas no protocolo PRISMA 2020. Foram identificados 60 estudos, dos quais 19 compuseram o corpus analítico. Os resultados evidenciam três eixos centrais: (i) a consolidação da perspectiva cultural da surdez; (ii) a permanência de práticas escolares centradas na lógica ouvinte; e (iii) a educação bilíngue como estratégia de resistência e afirmação cultural. Constatou-se que, embora haja avanços normativos, a inclusão do estudante surdo ainda ocorre, em muitos contextos, de forma predominantemente integradora, sem o reconhecimento pleno de sua identidade linguística. Conclui-se que a consolidação da educação bilíngue constitui condição essencial para a preservação da identidade surda e para a construção de práticas pedagógicas verdadeiramente inclusivas.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Revista Plurais (e-ISSN 2238-3751)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.