INTEGRAÇÃO OU INCLUSÃO ESCOLAR?

ênfases conceituais em pesquisas de mestrados profissionais

Resumo

As escolas e os profissionais que nelas atuam têm como um dos atuais desafios oportunizar possibilidades de desenvolvimento a todos os estudantes, independentemente das condições que estes apresentem. Essa demanda vem sendo estimulada a partir de dois eventos internacionais que marcaram a capilarização das discussões acerca das políticas públicas inclusivas e de conceitos implicados em sua dinamização. Considerando a relevância desse processo, o objetivo deste estudo é analisar como as pesquisas vinculadas a programas de mestrado profissional, defendidas nos anos de 2018 ou 2019, têm se posicionado diante dos conceitos integração e inclusão e as especificidades apresentadas em seus resultados. Com base em pesquisa bibliográfica e abordagem qualitativa, utilizaram-se filtros para selecionar dissertações disponíveis no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Os resultados indicam que os oito estudos selecionados priorizaram a utilização do termo inclusão nos capítulos respectivos à fundamentação teórica, mapeado 1740 vezes, enquanto o termo integração situou-se 81 vezes. Em relação aos termos de frequência mais elevada mapeados nos resultados das dissertações analisadas, observa-se a existência de uma série de especificidades que precisam ser consideradas no processo de inclusão, sugerindo que este não se faz sem formação, pesquisa, investimento na infraestrutura e valorização da pessoa em sua individualidade e das pessoas em sua coletividade.

Biografia do Autor

Rafaela Geschonke Dal Bó, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe

Mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação Básica (PPGE) da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador, Santa Catarina. Professional em atuação na Escola Colégio Visão. União da Vitória, Paraná.

Marlene Zwierewicz, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe

Doutora em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Doutora em Educação pela Universidade de Jaén (UJA), Espanha. Coordenadora Mestrado Profissional em Educação Básica (PPGE) da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador, Santa Catarina.

Vanessa Tumelero, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe

Mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação Básica (PPGE) da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador, Santa Catarina. . Profissional em atuação na Universidade de Pato Branco (UNIDEP). Pato Branco, Paraná.

Angela Colussi, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe

Mestre em Educação Básica pelo Mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação Básica (PPGE) da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador, Santa Catarina. Profissional em atuação na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina. Caçador, Brasil.

Publicado
2020-09-10
Seção
Artigos