A persistência da poesia

o poetry slam em tempos de pandemia

Resumo

Este trabalho apresenta algumas das interferências da pandemia de Covid-19 nas competições de poesia performática do poetry slam, com o objetivo de refletir sobre as consequências na elaboração e execução deste evento artístico-cultural de forma virtual. Apesar de ser uma atividade que tem a presença física como fundamental para o estreitamento dos laços entre poetas e público, a poesia persistiu e as batalhas de slam foram adaptadas ao “novo normal” para continuarem acontecendo. Para apontar quais mudanças mais se destacam nessa passagem de um formato ao outro, analisaram-se três disputas de poetry slam realizadas desde o início da pandemia. As contribuições teóricas de Paul Zumthor (1997, 2014), Zygmunt Bauman (2005), Ruth Finnegan (2005, 2016), Martina Pfeiler (2003), Giorgio Agamben (2020), Boaventura de Sousa Santos (2020), entre outros, fundamentaram tais discussões.

Biografia do Autor

Fabiana Oliveira de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutoranda (CNPq) e Mestra em Letras Neolatinas pela UFRJ. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela UFRJ. Licenciada e Bacharel em Letras Português-Espanhol pela mesma instituição. Graduanda em Filosofia pela UERJ. Atuou como Professora Substituta da Graduação em Letras Português-Espanhol do ILE/UERJ, como Professora Substituta da Graduação em Turismo e do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Telecomunicações do CEFET/RJ e como Professora de Espanhol da SEEDUC/RJ. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em ensino de Língua Espanhola e Língua Portuguesa nos níveis fundamental, médio e superior. Tem interesse em poetry slam (slam de poesia), letramento literário crítico, literaturas hispânicas, literatura brasileira contemporânea, literatura comparada e ensino de espanhol.

Publicado
2021-12-16
Seção
Dossiê Novo Normal (?): Artes e Diversidades em isolamentos