O sertão como objeto literário: considerações críticas dentro da tradição formativa

  • Felipe Bier (UNICAMP) Universidade Estadual de Campinas/Professor Colaborador
Palavras-chave: Antonio Candido. Formação. Sertão. Realismo.

Resumo

O texto busca recuperar a noção de formação, cunhada por Antonio Candido em 1959, como enquadramento conceitual para o entendimento do tipo específico de realismo literário que surge no contexto brasileiro entre os anos 1930 e 1964. Procurar-se-á mostrar que, para além de um estudo sociológico, Formação da literatura brasileira oferece o material para que se pense a conjunção entre ideologia, projeto de país e base material. Ao se retraçar o ambiente econômico e ideológico da Primeira República, pretender-se-á evidenciar que o impulso estético em direção ao problema do sertão pós-1930 responde à crise dos arranjos políticos do coronelismo e à emergência do objeto-sertão como ponto de desembocadura das tensões na tradição literária brasileira.


Biografia do Autor

Felipe Bier (UNICAMP), Universidade Estadual de Campinas/Professor Colaborador

Doutor em Teria Literária pela Universidade de São Paulo (USP), hoje é professor colaborador da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). CV: http://lattes.cnpq.br/3444317211905873. E-mail: felipebier@gmail.com.

Publicado
2018-10-01
Como Citar
Bier (UNICAMP), F. (2018). O sertão como objeto literário: considerações críticas dentro da tradição formativa. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 9(1), 114-134. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/6818
Seção
Teoria Literária