Processo de expurgo dos elementos folhetinescos residuais na obra de Aluísio Azevedo

  • Cassio Dandoro Castilho Ferreira Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Palavras-chave: Naturalismo. Aluísio Azevedo. Prosa de ficção. Folhetim.

Resumo

Este artigo tem por objetivo observar os elementos folhetinescos presentes no romance O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo. Para tanto se faz necessária uma análise mais detalhada do primeiro romance do autor, Uma Lágrima de Mulher (1879), que servirá como paradigma dos elementos típicos de um folhetim na obra do escritor maranhense. As concepções presentes neste primeiro romance deixariam resquícios folhetinescos nas obras posteriores de Aluísio Azevedo, mesmo após uma tentativa de expurgá-los em uma reescrita ou/e no esforço de filiação a concepção estética do Naturalismo. Se Aluísio Azevedo parece haver conseguido eliminar esses elementos em sua obra máxima O Cortiço (1890), o mesmo não parece acontecer em O Mulato, mesmo após sua rescrita em 1889. O esforço desta comunicação, portanto, é tentar compreender uma das etapas pelas quais o projeto literário de Aluísio Azevedo passou, com base na análise destes dois romances.

 

Biografia do Autor

Cassio Dandoro Castilho Ferreira, Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Mestrando no programa de Pós Graduação em Letras na Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Área de Concentração em Estudos Literários. Bolsista do CNPq.

Como Citar
Ferreira, C. (1). Processo de expurgo dos elementos folhetinescos residuais na obra de Aluísio Azevedo. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 3(1), 135-144. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5370
Seção
Teoria Literária