Narrar ou não narrar. Caio Fernando Abreu: o sujeito e o não-dito do discurso da AIDS em Onde andará Dulce Veiga?

  • Carlos André Ferreira Universidade de Campinas (UNICAMP).
Palavras-chave: Caio Fernando Abreu. Literatura Brasileira. Discurso. Aids.

Resumo

 Neste artigo discutiremos o romance Onde andará Dulce Veiga? (1990), de Caio Fernando Abreu, focando-nos na questão do discurso da AIDS e seus não-ditos, bem como na questão do sujeito. Considerando o contexto social e histórico em torno da AIDS nos anos 1980, período em que se passa o enredo do romance, esta análise se pauta no questionamento de como a doença é construída ao longo da obra. Em Onde andará Dulce Veiga?, nos deparamos com um narrador sem nome que se lança à procura de Dulce Veiga, cantora que fez relativo sucesso numa época anterior ao momento em que o narrador conta sua história e que desaparecera misteriosamente. O período do sucesso da cantora e a própria figura de Dulce Veiga são identificados com a Era do Rádio e com seu glamour. Em meio à busca pela cantora o narrador se vê envolvido num enredo no qual a AIDS se significa na forma de um não-dito. A doença se apresenta, de forma velada, em meio aos sentidos de destruição perceptíveis pelos elementos espaço-temporais presentes na narrativa e em meio aos efeitos da decadência que a narrativa sugere.

 

Biografia do Autor

Carlos André Ferreira, Universidade de Campinas (UNICAMP).

Carlos André Ferreira

Mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutorando em Teoria e História Literária pela UNICAMP.

 

Como Citar
Ferreira, C. (1). Narrar ou não narrar. Caio Fernando Abreu: o sujeito e o não-dito do discurso da AIDS em Onde andará Dulce Veiga?. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 3(1), 125-134. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5364
Seção
Teoria Literária