Lei Maria da Penha: um estudo de texto na concepção do Interacionismo Sociodiscursivo

  • Janete Maria Conto Instituto Federal Farroupilha (IFF).
Palavras-chave: Interacionismo sociodiscursivo. Lei 11.340. Texto prescritivo. Sequências injuntivas.

Resumo

Neste trabalho, a partir dos parâmetros teórico-metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo (BROCKART, 2007; 2008), busquei investigar e interpretar o agir humano prescrito na Lei 11.340, também conhecida como Lei Maria da Penha. Linguisticamente, as leis seguem um modelo prescritivo com o propósito de estipular e relacionar um conjunto de regras predeterminadas e fixas, o que indica a concepção tradicional de uso da linguagem por parte dos responsáveis pela sua produção e evidencia características globais comuns ao gênero institucional. Devido à linguagem prescritiva, as sequências injuntivas são recorrentes em estruturas legislativas, em que o agente produtor tem por propósito induzir o destinatário a agir de um determinado modo. A relevância dessa lei diz respeito à explicitação de normas legitimadas que organizam e/ou estabilizam as relações entre homem e mulher, no que diz respeito à violência familiar e doméstica.

 

Biografia do Autor

Janete Maria Conto, Instituto Federal Farroupilha (IFF).

Doutoranda em Estudos Linguísticos, da linha de pesquisa Linguagem e Interação, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Docente no Instituto Federal Farroupilha (IFF) – campus São Borja, RS.

 

Como Citar
Conto, J. (1). Lei Maria da Penha: um estudo de texto na concepção do Interacionismo Sociodiscursivo. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 3(1), 43-60. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5346
Seção
Linguística