Os estrangeirismos e os empréstimos no português falado em Moçambique

  • Alexandre António Timbane
Palavras-chave: Estrangeirismos. Empréstimos. Português moçambicano

Resumo

Este trabalho é uma reflexão sobre a situação do português em Moçambique, especialmente na questão da variação e mudança linguística que se processa a partir de estrangeirismos e empréstimos. O português convive com mais de vinte línguas banto e duas asiáticas, o que permite contato entre elas. O português é língua oficial e não é materna para a maioria dos moçambicanos. Assim, pretendemos identificar e apresentar os estrangeirismos e empréstimos fenômeno que se verifica mais nos mídias. Descreveremos a integração dessas “novas” palavras no português moçambicano bem como o seu valor semântico. O corpus é composto por 27 cartas de opinião recolhidas no jornal “Notícias”, em 2010 e 2011, o qual foi inserido no programa Lexico-3. Da pesquisa, se concluiu que a maior parte dos empréstimos e estrangeirismos provém das línguas banto bem como do inglês. A integração dessas palavras segue as regras gramaticais do português, havendo dificuldades em muitos casos, na transformação da ortografia das línguas banto para português. Os estrangeirismos ainda são alvos de preconceito, principalmente no meio escolar, mas as mudanças linguísticas são fenômenos naturais das línguas e ninguém os pode impedir de existir. 

Biografia do Autor

Alexandre António Timbane

Doutorando em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Ciências e Letras-(UNESP – Araraquara). 

Como Citar
Timbane, A. (1). Os estrangeirismos e os empréstimos no português falado em Moçambique. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 4(1), 5-24. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5331
Seção
Linguística