Policarpo Quaresma e o triste fim da utopia nacionalista romântica

  • Izabel Cristina Cavalcanti da Cruz Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso
  • Fausto Calaça Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Palavras-chave: Romantismo. Nacionalismo. Pré-Modernismo. Policarpo Quaresma. Lima Barreto.

Resumo

Os anos que se seguiram à Revolução Francesa foram marcados por um grande entusiasmo nacionalista que não se manteve restrito à Europa, mas ultrapassou os limites do continente europeu, aportando nos territórios do Novo Mundo que, tocado pelo sopro dos ideais revolucionários, também engendrou os seus próprios ideais nacionalistas. No Brasil, o ideal romântico-nacionalista manifestou-se na exaltação da natureza brasileira, no retorno ao passado histórico e na criação do herói nacional – o índio – eleito aqui como o representante do cavaleiro medieval. No afã de construir um nacionalismo pujante, os escritores românticos inventam um passado com base nas tradições milenares do povo europeu adequando-as, de modo idealista, aos interesses emergentes instaurados pelo evento da Independência. A problematização da utopia nacionalista romântica emerge com o cientificismo já disseminado, no Brasil, a partir da década de 1870 e adquire destaque no alvorecer do século XX, por obra do movimento Pré-Modernista. Entre os intelectuais que buscaram desmascarar o logro romântico destaca-se Lima Barreto. É por meio do romance Triste fim de Policarpo Quaresma que se conhecerá o melhor desempenho limiano no que toca à elucidação dos problemas advindos do idealismo construído pelo projeto romântico.

Biografia do Autor

Izabel Cristina Cavalcanti da Cruz, Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Graduada em Letras pelas Faculdades Integradas Tereza D’Ávila-SP (1997). Professora da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso desde o ano 2000 e formadora do CEFAPRO/Cuiabá desde 2009. E-mail: izabelccruz@hotmail.com.

Fausto Calaça, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem e do curso de Graduação em Psicologia, ambos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Doutor em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (UnB – 2010). Realiza pesquisa de Pós-doutorado no Groupe International de Recherches Balzaciennes (GIRB) na Université Diderot-Paris7, com bolsa da CAPES. E-mail: faustocalaca@gmail.com.

Como Citar
Cruz, I., & Calaça, F. (1). Policarpo Quaresma e o triste fim da utopia nacionalista romântica. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 4(2), 375-392. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/5298
Seção
Teoria Literária