A escola como comunidade de fala que vitaliza o povo indígena chiquitano

  • Ema Marta Dunck-Cintra Secretaria de Estado da Educação (SEDUC/MT), Universidade Federal de Goiás (UFG/NELIM)
Palavras-chave: Ecolinguística, Comunidade de Fala, Comunidade de Língua.

Resumo

Entre as populações indígenas brasileiras ressurgidas/emergentes encontramos o povo chiquitano que sofreu perdas importantíssimas do território e da sua cultura em virtude do processo colonizador. Nos anos de 2001 e 2002, o que restava de seu espaço para sobrevivência corria o risco de ser tomado pelos fazendeiros da região. A chance de ficar com a terra poderia estar na criação de um contradiscurso capaz de fazê-los acordar desse estado, fortalecendo a sua identidade étnica. Assim, uma das primeiras ações foi acionar a língua indígena que estava na memória dos anciãos na escola por eles improvisada. Em 2005 foi oficializada a primeira escola na terra indígena Portal do Encantado que contribuiu para o fortalecimento do ecossistema fundamental da língua étnica que, por meio desta comunidade de fala (escola), os coloca diante da memória do povo que se encontra na língua chiquitano e que colabora para o processo de reconhecimento e fortalecimento de sua comunidade indígena, por consequência, seu território. O trabalho resulta de pesquisa de campo e estudos bibliográficos.

Biografia do Autor

Ema Marta Dunck-Cintra, Secretaria de Estado da Educação (SEDUC/MT), Universidade Federal de Goiás (UFG/NELIM)

Efetiva na Secretaria de Estado de Educação/MT. Doutoranda no programa de pós-graduação da UFG - Letras/Linguística. Membro do NELIM.  E-mail: dunck@terra.com.br.

Como Citar
Dunck-Cintra, E. (1). A escola como comunidade de fala que vitaliza o povo indígena chiquitano. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 7(1), 31-45. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/4447