A liricização do romance Para sempre, de Vergílio Ferreira

  • Ana Cristina Fernandes pereira Wolff Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Palavras-chave: Vergílio Ferreira, Romance, Fusão poesia e prosa

Resumo

Ao romper os limites entre os gêneros, alguns romances se reinventam frente à necessidade de novas soluções estilísticas capazes de expressar a existência humana diante de um mundo em crise, inaugurando novas experimentações. Vasculhando as camadas mais recônditas do ser e perdendo-se nos labirintos da memória, certos romances têm a prosa inundada de poesia, num movimento que coaduna (re)apresentação do mundo e indagações filosóficas sobre ele. A partir do aporte teórico de Freedman (1972), Gullón (1984) e Goulart (1990; 1997), basicamente, este artigo discute a liricização do romance Para sempre, do ficcionista português Vergílio Ferreira, observando, para além dos aspectos memorialistas, a intersecção do lírico à prosa na composição do texto artístico e no desnudamento existencial do eu-narrador.

Biografia do Autor

Ana Cristina Fernandes pereira Wolff, Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá (PLE/UEM), área de concentração: Estudos Literários. Mestra em Letras pelo mesmo Programa. Docente da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Câmpus Apucarana.
Como Citar
Wolff, A. C. (1). A liricização do romance Para sempre, de Vergílio Ferreira. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 6(2), 363-385. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/3549
Seção
Teoria Literária