A representação do Rio de Janeiro na poesia de Carlos Drummond de Andrade: espaço de contradições

  • Kamila Lopes Morais Secretaria de Educação do Estado de Goiás (SEDUC)

Resumo

O objetivo deste artigo é enunciar uma possível leitura da cidade do Rio de Janeiro a partir da inscrição do discurso poético de Carlos Drummond de Andrade. Nesta atitude subjetiva de ler a cidade e ser lido por ela o eu-lírico se descobre para recompor seu passado e suas memórias, destacando a possibilidade de imortalizar a memória da cidade. Assim, foram selecionados alguns poemas dos livros: Versiprosa, de 1967, Discurso de primavera e algumas sombras de 1977, Corpo de 1984 e Amar se aprende amando, de 1985.  Os poemas que correspondem ao corpus do trabalho além de tematizarem sobre a urbe, evidenciam os aspectos físicos e sociais, focalizados por visões opostas que sintetizam imagens do desejo e da repugnância, pois ora o eu lírico é atraído, ora ele sente repulsa por esse espaço moderno. Quanto aos textos teóricos e críticos usados, destacam-se Malard (2005), Berman (1986), Gomes (1994), que veem na dualidade uma possibilidade de apreensão do urbano, ao observar que esse processo de ler a escrita da cidade e a cidade como escrita constitui-se de tentativas, de aproximações, e do uso pertinente de algumas metáforas, sobretudo as desenvolvidas por Gomes (1994), tais como: cristal e chama, e cidade do rato e da andorinha.

Biografia do Autor

Kamila Lopes Morais, Secretaria de Educação do Estado de Goiás (SEDUC)
Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás (UFG). Professora da Secretaria de Educação do Estado de Goiás (SEDUC).
Como Citar
Morais, K. (1). A representação do Rio de Janeiro na poesia de Carlos Drummond de Andrade: espaço de contradições. Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista De Linguística E Teoria Literária, 5(1), 161-180. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/vialitterae/article/view/2598
Seção
Teoria Literária