LITERATURA INFANTIL AFRO-BRASILEIRA: DA LEITURA COMO PRODUÇÃO DE UM SENTIDO (NÃO) MULTICOLORIDO

  • Adriana Cavalcanti Santos Professora Adjunta do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas.
  • José Nogueira da Silva Instituto de Ensino Superior de Pesqueira (ISEP) - Pernambuco.
Palavras-chave: Literatura Afro-brasileira. Leitura. Produção de Sentidos.

Resumo

Neste artigo, discutimos os efeitos de sentidos que podem se provocados em contextos de leitura de livros de literatura infantil afro-brasileira na escola, a partir da mediação didática de antecipações/conhecimentos prévios das crianças sobre os possíveis ditos nos textos, com base nas pistas linguísticas dadas pelo título e pelas ilustrações da capa. A análise está circunscrita em um marco teórico provenientes das investigações sobre a literatura (BIER, 2004; CUNHA Jr., 2008; GOULEMONT, 2009) e nos estudos sócio-interacionistas da linguagem (BAKHTIN, 2012). A escolha do corpus de análise, delimitou-se pela recorrência das principais categorias enfocados nos títulos das obras analisadas, a saber: beleza estética; ancestralidade e intertextualidade. O estudo aponta que os sentidos produzidos a partir das hipóteses levantadas pelas crianças, em contextos de leitura coletiva, mediado pelo professor, invocam diferentes sentidos ao texto, e ao depender da mediação didática pode forçar estereótipos sociais, ainda eurocêntricos, sobre o ser negro ou o ser branco (que não são de fáceis desconstruções ideológicas).

Biografia do Autor

Adriana Cavalcanti Santos, Professora Adjunta do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas.
Mestre e Doutora em Educação pela Universidade Federal de Alagoas. Pós-doutoranda na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.  Profa. Adjunta da Universidade Federal de Alagoas. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Didática de leitura, da literatura e da escrita - GELLIT. 
José Nogueira da Silva, Instituto de Ensino Superior de Pesqueira (ISEP) - Pernambuco.
Mestre em Estudos Literários, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (PPGL/UFAL)
Publicado
2019-12-21
Seção
Tema livre