O DISCURSO DE FORMAÇÃO PARA A DIVERSIDADE: PODER, VERDADE E SUBJETIVIDADE

  • Nilsa Brito Ribeiro UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ
  • Ingrid Fernandes Gomes Pereira Brandão

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar discursos veiculados por uma política de formação de professores de escolas públicas que se anunciam inclusivas. Tal política se materializa em um documento intitulado “Educar na Diversidade”, organizado e distribuído pelo Ministério da Educação do Brasil (MEC), no ano de 2006. O projeto - fruto de uma rede colaborativa que envolve os Ministérios da Educação dos países integrantes do Mercosul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), coordenado pelo Brasil - se propõe a construir sistemas educacionais inclusivos que respondam à diversidade dos alunos, enquanto forma de combate à exclusão educacional e social de todos. Sob a perspectiva foucaultiana, segundo a qual poder e subjetividades sempre fizeram parte do processo de organização das instituições, inclusive escolares, nossa hipótese é a de que a formação do professor é um elemento importante enquanto parte do discurso materializado nas políticas públicas de formação. Sendo a formação do professor parte desses arranjos, nossas análises se voltam para enunciados em que se possa apreender no funcionamento discursivo a produção de subjetividades de um professor para a diversidade. As análises apreendem sentidos de uma política universalizante em que a identidade do professor é construída com base na eficácia e em habilidades que devem ser alcançadas a partir de práticas de ensino modelares.

Biografia do Autor

Nilsa Brito Ribeiro, UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ

Dra. em Linguística (UNICAMP/2005), docente do Instituto de Linguística, Letras e Artes da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.

Publicado
2019-01-15
Seção
Tema livre