ARTE INDÍGENA KARAJÁ COMO LINGUAGEM DE RESISTÊNCIA CULTURAL E AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA

Palavras-chave: Linguagem. Arte. Raízes Culturais. Identidade Étnica.

Resumo

Este artigo tem por objetivo propor uma abordagem sobre as relações existentes entre a arte ameríndia e o fortalecimento da identidade étnica. Para tanto, partimos do pressuposto de que o fazer artístico indígena, que aqui será tomado como linguagem de resistência, constitui-se como um rico patrimônio cultural que identifica e situa a etnia de um determinado povo. Nesse sentido, faremos a priori reflexões a respeito dos conceitos e definições vigentes na literatura de Arte e da construção e manutenção das raízes culturais a partir das relações entre sujeito, história e sociedade. Posteriormente, teceremos considerações sobre as marcas identitárias presentes na diversidade e na riqueza da arte produzida pelos índios da etnia Karajá que habitam a comunidade Buridina, no Município de Aruanã, Estado de Goiás, Brasil. Os resultados mostram a concepção educativa do fazer artístico como resgate das perdas culturais por meio do ensino de Arte às gerações mais novas.

Biografia do Autor

Gisele Luiza de Souza, Universidade Estadual de Goiás
Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Especialização em Docência Universitária pela Faculdade de Ciências de Rubiataba (FACER). Mestranda do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (PPGIELT–UEG). Bolsista FAPEG.
Gláucia Vieira Cândido, Universidade Federal de Goiás.
Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professora Adjunta da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (PPGIELT-UEG).
Maria Eugênia Curado, Universidade Estadual de Goiás
Doutora em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestre em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Professora Adjunta do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Goiás e do Programa de Mestrado Interdisciplinar em Educação Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (PPGIELT-UEG).
Publicado
2017-09-30
Seção
Tema livre