AFINAL, EXISTE CRISE DE LEITURA LITERÁRIA?

  • Wagner Rodrigues Silva Universidade Federal do Tocantins (UFT) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
  • Mario Ribeiro Morais Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Palavras-chave: Letramento Autônomo. Letramento Ideológico. Empoderamento

Resumo

Neste artigo, problematizamos a existência da crise de leitura a partir de uma abordagem sobre os modelos de letramento literário autônomo e ideológico. Apresentamos três crises no ensino de leitura literária escolar e defendemos a tese de que existem dois desafios a serem superados: a legitimação de uma cultura grafocêntrica pela canonização escolar dos livros literários clássicos; e o discurso de que a literatura perdeu espaço entre leitores diversos. Apontamos algumas contribuições para a formação de leitores críticos.

Biografia do Autor

Wagner Rodrigues Silva, Universidade Federal do Tocantins (UFT) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Possui Licenciatura Plena em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mestrado, doutorado em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e pós-doutorado em Linguística Aplicada pela The Hong Kong Polytechnic University (PolyU) e pela Aswan University (Egito). Durante o curso de graduação, foi bolsista de Iniciação Científica (CNPq/PIBIC) por três anos. Atualmente é professor Associado II da Universidade Federal do Tocantins - UFT, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (Mestrado e Doutorado Acadêmico e Mestrado Profissional em Letras - ProfLetras), no Câmpus de Araguaína, e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras), no Câmpus de Porto Nacional. Na graduação, leciona disciplinas na área de linguagem na Licenciatura em Pedagogia, no Câmpus de Palmas. É bolsista de produtividade do CNPq (PQ-2). Tem experiência na área de Linguística Aplicada, atuando principalmente nos Estudos do Letramento, compreendendo os seguintes conteúdos: ensino de gramática, gêneros textuais, alfabetização, material didático,currículo, práticas de escrita, práticas de leitura e formação de professores. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (Mestrado e Doutorado) durante quatro anos. É Segundo Secretário da Diretoria da Associação de Linguística Aplicada do Brasil - ALAB (Biênio 2016-2017).
Mario Ribeiro Morais, Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Doutorando em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins - UFT. Mestre em Letras pela Universidade Federal do Tocantins - UFT (Mestrado Profissional em Letras - PROFLETRAS, 2015); Especialista em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal do Tocantins UFT (2013); Graduado em LETRAS pelo Centro Universitário Luterano de Palmas CEULP/ULBRA (2005). Atualmente é professor efetivo da Educação Básica da rede Estadual do Tocantins (SEDUC), lecionando nas disciplinas Língua Portuguesa, Arte, Leitura e Introdução à Pesquisa e Produção Textual. Desenvolve pesquisa em letramento literário científico, recepção estética de base hermenêutica e Semiótica do texto literário. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em ensino de gramática normativa e literatura brasileira, formação de leitores, regionalismo, leitura do texto poético, atuando principalmente nos seguintes temas: análise morfossintática, formação de memórias; estratégias metacognitivas de leitura de poesia; matrizes da linguagem e pensamento; matizes e perspectivas da produção contista da literatura tocantinense e memórias literárias. 
Publicado
2017-09-30
Seção
Tema livre