IMPACTOS DO ENSINO REMOTO EMERGENCIAL NAS INTERPRETAÇÕES INTERMODAIS EM SALA DE AULA DO ENSINO SUPERIOR: COM A PALAVRA, OS AGENTES SURDOS

Autores

  • Eduardo Andrade Gomes Universidade Federal de Viçosa

Palavras-chave:

Ensino remoto emergencial. Interpretação intermodal. Público surdo.

Resumo

Este artigo pretende, a partir de entrevistas semiestruturadas virtuais individuais, conhecer as impressões e as perspectivas de um discente e um docente, ambos surdos, de uma mesma instituição federal de ensino superior de Minas Gerais, a respeito do ensino remoto emergencial e da interpretação intermodal que sucedeu nas aulas, em razão da pandemia do Covid-19. De maneira geral, os dados desvelam que a relação e a interação entre os agentes surdos e os intérpretes são mantidas nesse formato remoto, porém a conectividade da internet pode interferir negativamente, implicando no congelamento e no desfoque da imagem dos profissionais ao produzirem as informações em língua de sinais. Esse fato gera um comprometimento na compreensão da mensagem pelo interlocutor surdo. Ainda, no processo de vocalização, a legenda presente na plataforma virtual utilizada possibilita que os surdos acompanhem a referida interpretação e, sendo necessário, auxiliem os intérpretes com informações adicionais.

Biografia do Autor

  • Eduardo Andrade Gomes, Universidade Federal de Viçosa

    Doutor em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais; Mestre em Estudos da Tradução e Bacharel em Letras Libras, ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Intérprete e Tradutor de Libras-português na Universidade Federal de Viçosa.

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Publicado

2025-12-25

Edição

Seção

Tema livre