ADMINISTRAÇÃO DE FEMPROPOREX EM RATAS EXERCITADAS: EFEITOS FISIOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES DO USO DESTA SUBSTÂNCIA NA OBESIDADE

  • Veridiana Mota Moreira Universidade Estadual de Goiás - UEG
  • Luiz Delmar da Costa Lima
  • Dayse das Neves Moreira
  • Guilherme da Silva Caleffi
  • Renato Souza Silva
  • Clarice Yoshiko Sibuya

Resumo

Este trabalho teve por objetivo analisar os efeitos do treinamento físico de natação e da utilização de femproporex sobre parâmetros somáticos e bioquímicos de ratas jovens. Aleatoriamente, os animais foram divididos em 4 grupos experimentais (Grupo Controle= GC; Controle Treinado= CT; Treinado Medicado= TM e Grupo Medicado= GM) e mantidos em gaiolas de polietileno medindo 37,0 x 31,0 x 16,0 cm (5 animais por gaiola), sob condições controladas de umidade, temperatura, ciclo claro/escuro (12h/12h), tendo livre acesso a água e ração própria para roedores durante todo o experimento. As ratas medicadas (TM e GM) receberam por sonda gástrica (1mL/100 g peso corporal) solução fisiológica (NaCl 0,9%) acrescida de duas ampolas de fempropoex enquanto que as controles (GC e CT) receberam apenas a solução fisiológica. As ratas treinadas (CT e TM) foram submetidas a 5 semanas de natação, 5 dias por semana e 1 hora por dia, em tanques coletivos medindo 61 cm de largura e 68 cm de comprimento. Ao final do período experimental foram submetidas aos seguintes procedimentos experimentais: determinação dos teores séricos de glicose, colesterol total (CT) e proteínas totais (PT), e, determinação da massa das adrenais, da gordura perirenal e do peso corporal. Os resultados foram expressos em média±desvio padrão e analisados pelo teste t de Student para amostras independentes. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Os resultados demonstraram que houve um aumento na carga estressora imposta pela medicação quando a massa das adrenais de ratas medicadas foi significativamente maior que a das congêneres controles (GM= 35±4 mg e GC= 28±5 mg; p<0,02). No que diz respeito ao teor de proteínas totais, o treinamento pelo qual as ratas foram submetidas parece ter produzido efeito contrário, evidenciado pelo menor teor deste substrato na corrente sanguínea quando comparadas ao grupo controle (GT= 4,77±0,17 g/L e GC= 5,19±0,23 g/L; p<0,03). O óbito de animais no período experimental pode justificar, pelo menos em parte, as discrepâncias nos resultados de um modo geral. O tempo de treinamento a que foram expostas pode não ter sido suficiente para promoção de adaptações somáticas e bioquímicas. Desta forma, mais estudos são necessários para se elucidar os efeitos isolados e associados do exercício físico e do femproporex sobre o metabolismo e sobre a composição corporal de ratas jovens e a extrapolação destes para com a espécie humana.

 

Palavras-chave: ratas, anfetamina, exercício físico, natação. 

Publicado
2013-11-12
Como Citar
MOREIRA, V.; LIMA, L. D.; MOREIRA, D.; CALEFFI, G.; SILVA, R.; SIBUYA, C. ADMINISTRAÇÃO DE FEMPROPOREX EM RATAS EXERCITADAS: EFEITOS FISIOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES DO USO DESTA SUBSTÂNCIA NA OBESIDADE. Praxia - Revista on-line de Educação Física da UEG, v. 1, n. 3, p. 25-35, 12 nov. 2013.
Seção
Artigos Originais

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