IMAGENS QUE QUEIMAM: PAISAGENS DO CERRADO TRANSFORMADAS PELA MONOCULTURA CANAVIEIRA
Resumo
Este artigo analisa as profundas transformações das paisagens do Cerrado brasileiro
provocadas pela expansão da monocultura canavieira no sudoeste goiano. Ao abordar
a paisagem como construção sociocultural e ecológica, discute-se a substituição de
práticas tradicionais por modelos agrícolas intensivos, que apagam saberes locais,
alteram o imaginário visual e comprometem a biodiversidade. Através da articulação
entre imagem, território e crítica ambiental, revela-se o impacto simbólico dessas
mudanças, expressas na homogeneização da paisagem, nas queimadas recorrentes e
na invisibilização de elementos naturais e culturais do Cerrado. O estudo propõe uma
leitura crítica das imagens e dos discursos que sustentam o avanço do agronegócio,
chamando atenção para as perdas ecológicas e identitárias em curso.
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