DA PRESENÇA À FORMAÇÃO: INCLUSÃO, PERMANÊNCIA E APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO NO ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Me. Rafael Paranhos Garcia UEG
  • Dra Maria Marta Lopes Flores

Resumo

A ampliação do acesso de estudantes com deficiência ao ensino superior demanda que a inclusão seja analisada para além do ingresso e da permanência formal nas instituições. Este artigo objetiva analisar, à luz da produção sobre Educação Especial e da psicologia histórico-cultural, os limites de uma compreensão da inclusão universitária restrita ao acesso e à continuidade da matrícula, considerando a participação, a aprendizagem e a apropriação do conhecimento como dimensões constitutivas do processo educacional inclusivo. Trata-se de pesquisa teórica, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica. A análise evidencia que acesso, acessibilidade e permanência são condições indispensáveis, porém insuficientes para caracterizar, isoladamente, a efetivação da inclusão educacional. Os fundamentos histórico-culturais permitem compreender que as possibilidades de desenvolvimento não podem ser determinadas exclusivamente pela condição orgânica do sujeito e ressaltam a relevância das mediações sociais e pedagógicas. Como contribuição analítica, propõe-se a noção de permanência formativa, compreendida como permanência vinculada às condições efetivas de participação, aprendizagem e apropriação dos conhecimentos científicos e profissionais. Conclui-se que a inclusão no ensino superior requer condições institucionais e pedagógicas que assegurem não apenas o direito de estar na universidade, mas de participar efetivamente de sua finalidade formativa.
Palavras-chave: Educação Especial. Ensino Superior. Inclusão Educacional. Apropriação do Conhecimento.

Biografia do Autor

  • Me. Rafael Paranhos Garcia, UEG

    Possui graduação em Direito pelo Centro de Ensino Superior de Catalão -CESUC, concluído no ano de 2009. Especialização em Direito Penal e Ciências Penais pela Universidade Anhanguera- Uniderp (2015).Mestre em Ensino para Educação Básica (PPG-ENEB do IFGoiano, Campus Urutaí) (2025). Docente concursado da Universidade Estadual de Goiás, ministrando as disciplinas de direito processual civil, direito civil, direito processual penal, direito penal e direito empresarial desde 2021. Assessor da coordenação setorial do curso de direito da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Unidade Universitária de Pires do Rio-GO.

  • Dra Maria Marta Lopes Flores

    Possui graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (1991), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia (2000), Doutorado em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (2005) e Pós-doutorado pela Universidade Federal de São Carlos (2016). Atualmente é professora Titular aposentada da Universidade Federal de Catalão. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Inclusão Escolar Políticas e Práticas, atuando principalmente nos seguintes temas: educação infantil, formação de professores e educação especial e inclusiva. É vice-líder do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos e pesquisas em Práticas Educativas e Inclusão, Neppein (CNPQ).

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Publicado

2026-09-16