DA PRESENÇA À FORMAÇÃO: INCLUSÃO, PERMANÊNCIA E APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO NO ENSINO SUPERIOR
Resumo
A ampliação do acesso de estudantes com deficiência ao ensino superior demanda que a inclusão seja analisada para além do ingresso e da permanência formal nas instituições. Este artigo objetiva analisar, à luz da produção sobre Educação Especial e da psicologia histórico-cultural, os limites de uma compreensão da inclusão universitária restrita ao acesso e à continuidade da matrícula, considerando a participação, a aprendizagem e a apropriação do conhecimento como dimensões constitutivas do processo educacional inclusivo. Trata-se de pesquisa teórica, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica. A análise evidencia que acesso, acessibilidade e permanência são condições indispensáveis, porém insuficientes para caracterizar, isoladamente, a efetivação da inclusão educacional. Os fundamentos histórico-culturais permitem compreender que as possibilidades de desenvolvimento não podem ser determinadas exclusivamente pela condição orgânica do sujeito e ressaltam a relevância das mediações sociais e pedagógicas. Como contribuição analítica, propõe-se a noção de permanência formativa, compreendida como permanência vinculada às condições efetivas de participação, aprendizagem e apropriação dos conhecimentos científicos e profissionais. Conclui-se que a inclusão no ensino superior requer condições institucionais e pedagógicas que assegurem não apenas o direito de estar na universidade, mas de participar efetivamente de sua finalidade formativa.
Palavras-chave: Educação Especial. Ensino Superior. Inclusão Educacional. Apropriação do Conhecimento.
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