CONTROLE PATRIARCAL E DISTOPIA DE CRÍTICA FEMINISTA EM VOX, DE CHRISTINA DALCHER
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar o controle patriarcal em Vox (2018), de Christina Dalcher, explorando as acepções distópicas que apontam os efeitos negativos sobre as mulheres da narrativa. O mapeamento analítico, por meio das bibliografias utilizadas, aponta como as narrativas distópicas são comumente formuladas na intenção de ilustrar comportamentos nocivos e catastróficos da sociedade, frequentemente transpassados por sistemas opressores, de desigualdade e de confrontos sociais, culturais, políticos e ideológicos. O estudo crítico dessa pesquisa mostra como em Vox (2018), a opressão patriarcal é desencadeada pelo discurso do poder político e pelo extremismo religioso em que o partido Movimento Puro lidera, articulando para que as mulheres percam seus direitos, impondo a todas um bracelete para a contagem de cem palavras por dia. Caso ultrapassem a contagem, levam choque como punição. É investigado como o controle patriarcal estabelece medidas restritivas que silenciam e vetam a vida e o direito das mulheres [o período não está claro]. A desenvoltura dessa análise utiliza das teorias distópicas de Jacoby (2007) e Ferns (1999) para abordar a construção distópica do texto literário. As concepções a respeito da temática do poder e domínio patriarcal, recorre-se às teorias de Beauvoir (2019) e Bourdieu (1998). Assim, será analisado como a predominância do poder patriarcal presente em Vox encena as características verossímeis da sociedade, mobilizando, por meio da literatura, consciência política sobre os resultados agressivos diante da centralização e domínio rígido que controlam corpos femininos.
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