EDUCAÇÃO: "TERRENO FÉRTIL" NA RESISTÊNCIA CONTRA O CAPITALISMO
Resumo
O capitalismo é o modo de produção que orienta a organização econômica e os processos sociopolíticos no presente. As sutilezas mercadológicas desse sistema o levam a reorganizar-se durante suas históricas crises estruturais. Apesar de ser difícil imaginar o seu fim, e em virtude do seu potencial destrutivo se comece a visualizar o colapso do planeta, (Fisher, 2020), por outro lado, é preciso ter esperança e organizar-se politicamente para resistir. Todo ato de resistência que objetive a sobrevivência do planeta precisa ser anticapitalista (Fraser, 2024). Identifica-se no legado dos povos originários, a partir de Kopenawa e Albert (2015) e de Krenak (2019, 2020a, 2020b, 2022), formas de interação entre os humanos e a natureza que se materializam na antítese do capitalismo. O planeta é incapaz de suportar o nível de consumo ao qual o capitalismo apresenta. Pela educação, contrária aos resquícios do pedagogismo colonial, (Freire, 1978), e que seja oposição a formação para o mercado, (Souza, 2024), identificam-se possibilidades emancipatórias de ensino-aprendizagem que tensionem a contraditória relação entre os humanos e a natureza. Tal perspectiva, que é crítica ao status quo, apresenta-se propícia ao debate anticapitalista em aula para que as/os estudantes compreendam que o capitalismo precisa ser superado. O planeta só será preservado caso a relação entre os humanos e a natureza não seja orientada pelo capital (Krenak, 2019). Os conhecimentos dos povos originários, acerca do trato com a natureza, ao serem ministrados são saberes para a vida e não para a extinção/aniquilamento (Krenak, 2022).
PALAVRAS-CHAVE: Anticapitalismo; Natureza; Povos Originários; Educação; Saberes Para Vida.
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