A “FÁBRICA DOS ANCESTRAIS” DOS “HOMENS DAS ÁGUAS”: A REFLEXÃO INOVADORA DE NATHAN WACHTEL

  • Alice Marc Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS

Resumo

Este estudo bibliográfico discute a inserção do indígena como sujeito ativo na construção da sua própria historiografia, com base em Wachtel (1990) e Neumann (2005). Para isso, contextualiza brevemente os estudos de Wachtel (1990) sobre os Chipaya, para ressaltar sua concepção de aculturação, debatida, então, sob a perspectiva da comunicação linguística entre indígenas e não indígenas, trazendo a argumentação proposta por Neumann (2005), para o caso dos Guarani. O objetivo é compreender as características e os limites da reflexão historiográfica de Wachtel sobre aculturação para superar a historiografia tradicional sobre os indígenas e a dicotomia aculturação/preservação das tradições imemoriais, nos termos de Martins (2009). O artigo conclui que, apesar dos limites do termo aculturação, em especial para a análise dos fenômenos linguísticos, Wachtel propôs uma reflexão inovadora com sua “fábrica dos ancestrais”, nos termos de Yaya (2016). A nova postura historiográfica de Wachtel supera, pois, a noção de aculturação.

Publicado
2021-07-25