NARRATIVAS AFRODIASPÓRICAS E TERRITORIZALIZAÇÃO DA MEMÓRIA EM "ÁGUA DE BARRELA"
DOI:
https://doi.org/10.31668/bvmr6c41Palavras-chave:
Memória afrodiaspórica, Autobiografia, TerritorializaçãoResumo
O presente estudo analisa o romance “Água de Barrela” (2016), de Eliana Alves Cruz, como um projeto literário que articula memória, espaço e resistência no contexto afrodiaspórico. O objetivo central é compreender de que forma a escrita de si, ancorada em relatos orais, documentos, cartas, fotografias e objetos de memória, funciona como instrumento de ressignificação do espaço. A investigação apoia-se em autores como Philippe Lejeune, Grada Kilomba, Sueli Carneiro, Conceição Evaristo, Muniz Sodré e Doreen Massey, cujas contribuições permitem articular a dimensão autobiográfica, memorialística, simbólico-política e espacial da narrativa. A investigação mostra que a obra opera um deslocamento epistemológico ao legitimar experiências e saberes afrodiaspóricos como fontes válidas de conhecimento, ao mesmo tempo em que transforma a memória familiar em herança coletiva capaz de redefinir identidades, confrontar o epistemicídio e propor novas formas de imaginar o espaço, o tempo e a literatura brasileira.
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