NARRATIVAS AFRODIASPÓRICAS E TERRITORIZALIZAÇÃO DA MEMÓRIA EM "ÁGUA DE BARRELA"

Authors

  • Ana Clara Marques de Lacerda Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.31668/bvmr6c41

Keywords:

Memória afrodiaspórica, Autobiografia, Territorialização

Abstract

O presente estudo analisa o romance “Água de Barrela” (2016), de Eliana Alves Cruz, como um projeto literário que articula memória, espaço e resistência no contexto afrodiaspórico. O objetivo central é compreender de que forma a escrita de si, ancorada em relatos orais, documentos, cartas, fotografias e objetos de memória, funciona como instrumento de ressignificação do espaço. A investigação apoia-se em autores como Philippe Lejeune, Grada Kilomba, Sueli Carneiro, Conceição Evaristo, Muniz Sodré e Doreen Massey, cujas contribuições permitem articular a dimensão autobiográfica, memorialística, simbólico-política e espacial da narrativa. A investigação mostra que a obra opera um deslocamento epistemológico ao legitimar experiências e saberes afrodiaspóricos como fontes válidas de conhecimento, ao mesmo tempo em que transforma a memória familiar em herança coletiva capaz de redefinir identidades, confrontar o epistemicídio e propor novas formas de imaginar o espaço, o tempo e a literatura brasileira.

Published

2026-03-28

How to Cite

NARRATIVAS AFRODIASPÓRICAS E TERRITORIZALIZAÇÃO DA MEMÓRIA EM "ÁGUA DE BARRELA". Revista Sapiência: sociedade, saberes e práticas educacionais (2238-3565), [S. l.], v. 15, n. 01, p. 274–284, 2026. DOI: 10.31668/bvmr6c41. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/sapiencia/article/view/17256. Acesso em: 15 apr. 2026.