ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL

ALGUMAS CONCEPÇÕES CRÍTICAS E UMA PROPOSTA DE PRÁTICA DOCENTE

  • Juliana Chioca Ipolito Universidade Federal do Tocantins (UFT)
  • Eder Ahmad Charaf Eddine Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Resumo

Partindo de uma concepção histórico-crítica como arcabouço teórico, o presente artigo propõe uma análise crítica sobre a escola de tempo integral e da prática de docentes que atuam nessas instituições de ensino. Os estados e municípios construíram escolas de tempo integral no movimento que ia ao encontro das políticas educacionais e, para tanto, organizaram currículos que atendessem às novas demandas de ensino. O estudo aponta que os professores tentam superar a organização curricular de tempo parcial e estabelecem novas formas de ensinar considerando o maior tempo que os alunos passam na escola, o que, por si só, não garante uma melhora na qualidade do processo ensino-aprendizagem. Com isso, o artigo traz novos elementos para pensar uma pedagogia emancipatória e de formação integral que avança na perspectiva de uma escola pensada para atender o capital e o sistema econômico. Conclui-se que a escola de tempo integral é caminho profícuo, mas não o único, para uma prática docente dialética e emancipadora, pois, ao dispor de mais tempo nas escolas, o currículo dessas instituições pode proporcionar ao educando o conhecimento da sua própria realidade e as contradições sociais, que não se obtém, apenas, com o atendimento automático das diretrizes legais.

Palavras-chave: Educação de tempo integral, Educação emancipadora, Didalética

Biografia do Autor

Juliana Chioca Ipolito, Universidade Federal do Tocantins (UFT)

 

 

 

Eder Ahmad Charaf Eddine, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

 

 

 

Publicado
2021-12-12