A REESTRUTURAÇÃO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS E AS IMPLICAÇÕES NA REPRODUÇÃO SOCIAL DO CAMPESINATO EM ITAPURANGA (GO)

  • Ana Carolina de Oliveira Marques UEG
  • Valdir Specian Universidade Estadual de Goiás, Iporá, Goiás, Brasil
  • Paula Junqueira da Silva UEG

Resumo

Em meio à reestruturação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), com diminuição drástica de vagas no vestibular 2021, fechamento de cursos e Unidades, redução no orçamento da instituição, cresce a preocupação com os efeitos socioterritoriais do “enxugamento” da Universidade que há mais de 20 anos promove – a despeito das inúmeras contradições – a democratização do acesso ao ensino superior para as classes populares dispersas no vasto e desigual território goiano.  O que vem sendo chamado pelo movimento docente de “metropolização da UEG” tende a impactar consideravelmente a dinâmica do campesinato goiano, acentuando a migração da juventude rural e a consequente proletarização nas cidades, além do envelhecimento – já em curso – da população rural. Este artigo reúne narrativas dos itinerários humanos (ARROYO, 2017) de estudantes do curso de Geografia da Unidade Itapuranga que testemunham o papel da Universidade na reprodução social do campesinato na região e reclamam um olhar humanizado das políticas educacionais no estado. A inspiração metodológica deste trabalho remete à “escuta ativa, lúdica ou empática” advogada por Dunker (2020) em seus recentes escritos de psicanálise e educação.  Apoia-se, também, nas concepções marxistas como ferramenta teórica para compreender o objeto de análise no contexto do neoliberalismo, lançando  mão das seguintes categorias, mercadoria, trabalho, precarização, proletarização, luta de classes, entre outras.

Biografia do Autor

Valdir Specian, Universidade Estadual de Goiás, Iporá, Goiás, Brasil
Professor do Curso de Geografia da Universidade Estadual de Goiás - UnU Iporá
Publicado
2021-10-28