MOVIMENTOS DOS(AS) CORPAS(AS) NA PAISAGEM PERIFÉRICA

Palavras-chave: paisagem periferica, corpos(as), estética, memórias, fabulações

Resumo

O presente trabalho transita entre poéticas e viscerais maneiras de interpretar o mundo através de narrativas, que por meio das suas fabulações produzem mecanismos de (re)criar o cotidiano assumindo um diálogo interpretativo decolonial. Nesse ínterim, além de discorrermos sobre o espaço-lugar Águas Claras, bairro popular da cidade de Salvador-Ba, por via das travessias-memórias, utilizamos as imagens como metodologia na construção de narrativas visuais através da colagem digital, onde as expressões corporificadas revelam as paisagens periféricas e são enunciações, em seu bojo, de elementos criativos, maneiras de questionar e reconstruir cruciais brechas para a criação de uma visão de mundo que já se anuncia. A linguagem assume posição de destaque, possibilitando transformar um lugar, criando percursos que semeiam a dialética da desconstrução e da construção de mundo.

Biografia do Autor

Jamila Reis Gomes, Ufba

Mestranda em Geografia pela Universidade Federal da Bahia, pesquisadora no grupo Produção do Espaço Urbano, desenvolvimento projetos de pesquisas que dialogam Geografia e Arte.

Luar Vieira Santos, Ufba

Mestranda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, integrante dos grupos de pesquisa Urbanidades Liminares e Espaço Livre, desenvolve pesquisas com base nas relações étnico-raciais na arquitetura e urbanismo, antropologia da paisagem e sociologia da imagem. 

Publicado
2021-05-27