FESTEJAR É RESISTIR: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, MEMÓRIA E CULTURA NAS FESTAS POPULARES E RELIGIOSAS DA CIDADE DE GOIÁS
Resumo
O artigo desenvolve uma análise crítica da Educação Patrimonial a partir das festas
populares e religiosas na Cidade de Goiás, compreendendo-as como manifestações
culturais vivas que articulam memória, identidade e resistência. Fundamentado em uma
perspectiva interdisciplinar, sustenta que o ato de festejar é também um processo
formativo e político. As celebrações festivas — religiosas ou populares — são abordadas
como verdadeiros “lugares de memória” e espaços educativos que favorecem o
exercício da cidadania cultural. A proposta metodológica aponta a escola como
mediadora crítica e dialógica, comprometida com os saberes comunitários e com vozes
historicamente marginalizadas. Ao articular as diretrizes da BNCC e o marco legal da
proteção do patrimônio, propõe-se uma pedagogia sensível que incorpora o território e
o tempo festivo como dimensões curriculares. Nessa perspectiva, a Educação
Patrimonial configura-se como instrumento decolonial e libertador, voltado à formação
de sujeitos engajados, críticos e enraizados culturalmente.
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