CERRADO EM PAISAGEM: ENTRE MEMÓRIA, IDENTIDADE E FORMAS DE HABITAR

Autores

  • Matheus Henrique Fleuri Silva
  • Georgia Cynara coelho de Souza
  • Rafael de Almeida

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre a devastação do bioma Cerrado e a
desvalorização cultural que acompanha sua degradação na contemporaneidade.
Embora seja um dos biomas mais biodiversos do planeta, o Cerrado permanece
frequentemente invisibilizado nas práticas paisagísticas e no imaginário estético
brasileiro. Nesse contexto, o estudo busca evidenciar o potencial do Cerrado como
matriz paisagística, destacando suas contribuições ambientais, culturais e profissionais,
a partir da seguinte questão: como o paisagismo naturalista pode contribuir para a
valorização cultural e preservação ambiental do Cerrado?. A partir de uma perspectiva
paisagística, o Cerrado é compreendido não apenas como um ecossistema ameaçado,
mas também como um repertório estético e simbólico capaz de contribuir para a
construção de identidades culturais e territoriais. A incorporação de espécies nativas
em projetos paisagísticos apresenta-se como uma estratégia de preservação ambiental
e valorização cultural. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem teórica e
reflexiva, baseada em revisão bibliográfica, análise cartográfica dos processos de
devastação do Cerrado e em projeto de iniciativa como o Jardim de Cerrado, permitindo
discutir o papel do paisagismo naturalista na criação de espaços que valorizem o uso
de espécies nativas e contribuindo para a preservação ambiental, o fortalecimento da
identidade cultural e uma consciência ecológica sobre o bioma.

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Publicado

2026-05-31

Edição

Seção

Artigos