A aula de Língua Portuguesa: inquietudes epistêmicas e ressignificações metodológicas

  • Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Hellen Melo Pereira Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Resumo

Este artigo tem como tema a dimensão epistêmica da aula de Língua Portuguesa e se organiza com o objetivo de problematizar eventual proeminência no aprender, defendendo a equalização entre o ensinar e o aprender nesse campo, para o que necessariamente concorre a retomada de conteúdos, em percursos progressivos, nos programas educacionais, delineados a partir de uma concepção de língua como interação social e, por implicação, de léxico e gramática concebidos como a serviço das práticas sociais de uso da língua. A base epistemológica é histórico-cultural e são evocados estudos do Círculo de Bakhtin e do ideário vigotskiano em convergência com essa mesma base. Faz-se uma discussão qualitativa de enfoque documental, a partir de bancos de dados organizados pelo Grupo de Pesquisa Cultura Escrita e Escolarização, vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina. O conteúdo do artigo problematiza a objetificação dos gêneros do discurso e pseudoabordagens de análise linguística, além de reiterar a crítica ao normativismo. O eixo que emerge dos resultados é a defesa do tensionamento entre conceitos cotidianos e conceitos científicos como fundamento teórico para ressignificações no encaminhamento metodológico em se tratando da aula de Língua Portuguesa. 

Biografia do Autor

Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutora em Letras/Linguística, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). CV: http://lattes.cnpq.br/1763091701093971. E-mail: ma.rizzatti@gmail.com.

Hellen Melo Pereira, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutoranda em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina. CV: http://lattes.cnpq.br/2995741745967601. E-mail: hellenmp@gmail.com.

Publicado
2017-12-31
Seção
Linguística