DIFERENÇAS NOS PARÂMETROS CINEMÁTICOS NA MARCHA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PARALISIA CEREBRAL HEMIPLÉGICA

  • Cibelle Kayenne Martins Roberto Formiga Universidade Estadual de Goiás
  • Flávia Martins Gervásio
  • Tania Cristina Dias da Silva-Hamu
  • Flávia Liara Massaroto Cessel Chagas
  • Raiane Pereira Reis
  • Darlan Martins Ribeiro
  • João Alírio Teixeira da Silva Junior
  • Geert J. Savelsbergh

Resumo

A paralisia cerebral (PC) gera limitações devido a desordens motoras e problemas musculoesqueléticos, sendo a hemiplegia uma das principais sequelas. A marcha hemiplégica pode comprometer o sistema musculoquelético na infância com repercussões e desequilíbrios musculares na fase adulta. Objetivo: Avaliar os parâmetros cinemáticos da marcha de crianças e adolescentes com paralisia cerebral hemiplégica espástica e verificar se existem diferenças quanto ao lado da sequela (direita ou esquerda). Participaram do estudo 37 crianças e adolescentes, ambos os sexos, com idades entre cinco e 16 anos, com diagnóstico clínico de PC (GMFCS nível I e II), avaliados no Laboratório de Movimento da Universidade Estadual de Goiás. Foram mensurados peso, altura e antropometria da pelve e membros inferiores. Foram posicionados marcadores reflexivos em pontos anatômicos específicos e realizada a avaliação tridimensional da marcha. A amostra foi dividida em dois grupos: grupo 1, com hemiplegia à direita (n=20) e o grupo 2, com hemiplegia à esquerda (n=17). Dentre os parâmetros de marcha analisados neste estudo houve diferença significativa entre os grupos quanto ao comprimento do passo (p=0,00), período do passo (p=0,02), largura da passada (p=0,05) e resposta à carga (p=0,00) do membro não parético. Não houve diferenças estatísticas entre os grupos para o membro parético. Conclusões: Os achados revelaram que os indivíduos hemiplégicos à esquerda apresentaram pior equilíbrio dinâmico do membro parético, prolongam a fase de apoio no membro não-parético, e também possuem maior velocidade na marcha. Porém indivíduos hemiplégicos à direita necessitam de mais tempo para a adaptação na resposta à carga.

Palavras-chave: Lesão cerebral. Locomoção. Biomecânica.

Publicado
2018-08-25
Seção
Artigo Original