ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE O EQUILÍBRIO E O RISCO DE QUEDAS EM PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON SEGUNDO A ESCALA DE HOEHN E YAHR MODIFICADA

  • Mayara Cordeiro de Faria
  • Georgia Silva Menezes
  • Aurélio de Melo Barbosa
  • Flávia Martins Gervásio
Palavras-chave: Doença de Parkinson, Equilíbrio Postural, Acidentes por Quedas

Resumo

Resumo: A progressão da Doença de Parkinson manifesta alterações em marcha, equilíbrio, força e cognição que, quando somados, contribuem para a diminuição da função física e/ou incapacidades. Cerca de 60% dos indivíduos com DP caem ao menos uma vez e, 39% destas, são recorrentes. Objetivo: Relacionar o equilíbrio e o risco de quedas de indivíduos com DP de acordo com a escala de Hoehn e Yahr Modificada (HY). Metodologia: Estudo transversal, realizado na UEG/Goiânia com 12 indivíduos com HY 1, 2 ou 3. Aplicou-se BBS, TUG e IPQ para risco de queda, com dados descritivos. Resultados: Idade média 61,5 anos, com 17 segundos para completar o TUG; pontuação média na BBS foi de 50,1 e o IPQ de 33,1%; cerca de 33% sofreram quedas nos últimos 12 meses. HY 1 possui IPQ de 17%, e o item de alcance funcional da BBS é o mais prejudicado. HY 2, o IPQ atinge 33%, com o item permanecer em pé sem apoio (um é à frente do outro) o mais afetado, dobrando em comparação ao HY1. HY 3 apresenta 97% de chance de quedas, sendo que no item de ficar em pé com olhos fechados, 100% apresentou dificuldade no teste. Conclusão: A progressão da doença intensifica os déficits de equilíbrio, prejudicando a mobilidade e aumentando as chances de quedas.

Biografia do Autor

Mayara Cordeiro de Faria
Acadêmica de Fisioterapia
Georgia Silva Menezes

Fisioterapeuta pela UEG e Residente Multiprofissional em Atenção Clínica Especializada – Endocrinologia no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG) – Avenida Anhanguera, n.6479, Setor Oeste, Goiânia, Goiás, Brasil.

Aurélio de Melo Barbosa

Fisioterapeuta, Mestre em Ciências Ambientais e Tecnologias em Saúde, Docente do curso de Bacharelado em Fisioterapia da UEG – Avenida Oeste, 56-250, Setor Aeroporto, Goiânia, Goiás, Brasil.

Flávia Martins Gervásio

Fisioterapeuta, Doutora em Ciências e Tecnologias em Saúde, Coordenadora do Laboratório de Movimento Dr. Cláudio A. Borges e da Liga Acadêmica de Biomecânica, Docente do curso de Bacharelado em Fisioterapia da UEG – Avenida Oeste, 56-250, Setor Aeroporto, Goiânia, Goiás, Brasil.

Publicado
2020-06-10
Seção
Artigo Original