O PARADOXO DO TRABALHO FLEXÍVEL:

TRABALHO DIGNO E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO (QVT) EM QUESTÃO

Autores

  • Gabriel Teles Pontes Universidade de Brasília
  • Mário César Ferreira Universidade de Brasília
  • Renata Queiroz Dutra Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.31668/yex8pj70

Palavras-chave:

Flexibilização do trabalho, Qualidade de vida no trabalho, Trabalho digno

Resumo

Este artigo investiga o paradoxo do trabalho flexível no Brasil à luz do trabalho digno e da qualidade de vida no trabalho, por meio de análise crítica de uma revisão de literatura. Identificaram-se quatro núcleos temáticos: precarização do trabalho e desproteção social dos trabalhadores; reflexos da precarização do trabalho sobre a saúde dos trabalhadores; exigência de alta qualificação e produtividade dos trabalhadores; relação intrínseca entre flexibilização do trabalho e reestruturação produtiva. Os resultados apontam que a flexibilização está fortemente associada à precarização, com impactos negativos sobre a saúde, a segurança e a dignidade da classe trabalhadora. Conclui-se que, apesar dos ganhos em autonomia, a flexibilização do trabalho tem aprofundado a insegurança econômica e psicológica dos trabalhadores brasileiros.

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Biografia do Autor

  • Gabriel Teles Pontes, Universidade de Brasília

    Mestrando em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO) na Universidade de Brasília (UnB). Graduado em Direito (UnB), Administração (UDF/UNICSUL) e Gestão de Recursos Humanos (UDF/UNICSUL). Pesquisador colaborador assistente credenciado no Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD/UnB). Técnico em Assuntos Educacionais do Ministério da Educação (MEC). Ex-Secretário do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho (PST) da UnB (2019-2025) e ex-Monitor Acadêmico da Coordenação das Graduações em Direito e Relações Internacionais do IDP (2024-2025). Pesquiso prioritariamente temas relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 (Educação de Qualidade) e 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

  • Mário César Ferreira, Universidade de Brasília

    Licenciatura e Graduação em Psicologia (FUCMT, 1984), Especialização em Psicologia Social (FUCMT, 1989), Mestrado em Psicologia (Universidade de Brasília UnB, 1992), Dîplome dÉtudes Appronfondies en Ergonomie (École Pratique des Hautes Études EPHE, 1995), Doctorat en Ergonomie (École Pratique des Hautes Études EPHE, 1998), Estágio Pós-doutoral em Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho (Université Paris 1 Sorbonne, 2008). Atualmente é Professor Titular no Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) ministrando disciplinas no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PPG-PSTO, nota 6 Capes) do Instituto de Psicologia. Coordenador dos seguintes grupos: GT Trabalho e Saúde na Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP, 2016-2018); Grupo de Pesquisa Desenvolvimento de Pessoal e Qualidade de Vida no Trabalho no Setor Público (DViTra) no Diretório Grupos de Pesquisa do CNPq; e no Instituto de Psicologia da UnB do Núcleo de Ergonomia da Atividade, Cognição e Saúde (ECoS) e do Grupo de Estudos em Ergonomia Aplicada ao Setor Público (ErgoPublic). Foi Diretor do Programa de Iniciação Científica da Universidade de Brasília (2009-2012). É autor da obra Qualidade de Vida no Trabalho. Uma Abordagem Centrada no Olhar dos Trabalhadores (3a Edição, Editora Paralelo 15, 2017) e co-organizador de 11 livros entre eles Qualidade de Vida no Trabalho: Questões Fundamentais, Perspectivas de Análise e Intervenção, Editora Paralelo 15, 2013. Trabalha com pesquisa-intervenção nos campos da Psicologia do Trabalho e da Ergonomia da Atividade com foco nos temas: Qualidade de Vida no Trabalho (QVT); trabalho e saúde.

  • Renata Queiroz Dutra, Universidade de Brasília

    Professora Adjunta de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (Graduação e Pós-Graduação). É doutora e mestra em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília, e graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Coordena o Grupo de Pesquisa Trabalho, Interseccionalidades e Direitos (FD/UNB). Integra os Grupos de Pesquisa Transformações do Trabalho, Democracia e Proteção Social (FD/UFBA); Trabalho, Trabalhadores e Reprodução Social (FFCH/UFBA) e Trabalho, Constituição e Cidadania (FD/UnB). É pesquisadora do CRH/UFBA. Integra a REMIR - Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista, a RENAPEDTS - Rede Nacional de Grupos de Pesquisa em Direito do Trabalho e Seguridade Social e a ABET - Associação Brasileira de Estudos do Trabalho, tendo sido eleita para a Presidência dessa última Associação no biênio 2022-2023. Foi analista judiciária do Tribunal Superior do Trabalho entre 2008 e 2020 e Professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia entre 2016 e 2020.

Publicado

2026-07-08

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O PARADOXO DO TRABALHO FLEXÍVEL:: TRABALHO DIGNO E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO (QVT) EM QUESTÃO. Revista Sapiência: sociedade, saberes e práticas educacionais (2238-3565), [S. l.], v. 15, n. 02, p. 111–133, 2026. DOI: 10.31668/yex8pj70. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/sapiencia/article/view/17408. Acesso em: 26 set. 2026.

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