“ELE NÃO É DE DEUS”:

O CASO DE JOÃO DE DEUS SOB A LUZ FILOSÓFICA

Autores

  • Lucas Matheus Araujo Bicalho Universidade Estadual de Montes Claros
  • Stefany Reis Marquioli Universidade Estadual de Montes Claros
  • Luís Fernando de Souza Alves Universidad de Jaén
  • Guilherme Carvalho Vieira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Ioli Ferreira Santiago Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.31668/wt4hzd65

Palavras-chave:

Banalidade do mal , João de Deus , Microfísica do poder.

Resumo

A presente pesquisa tem o objetivo de analisar como o conceito de banalidade do mal, formulado por Hannah Arendt (1999), se manifestou nas práticas cotidianas dos cidadãos em Abadiânia, Goiás, explorando os processos de cumplicidade e omissão relacionados aos crimes e comportamentos de João de Deus. A pesquisa, baseada em revisão de literatura, a partir do conceito da banalidade do mal revela que as práticas abusivas de João de Deus foram facilitadas por uma estrutura de poder e uma cultura de obediência, onde as vítimas não questionavam as ações do líder espiritual. O estudo destaca a importância de questionar a autoridade em ambientes religiosos e outras relações assimétricas de poder, para prevenir a repetição de abusos.

Biografia do Autor

  • Lucas Matheus Araujo Bicalho, Universidade Estadual de Montes Claros

    Mestre em História pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), com graduação em História - Licenciatura pela mesma instituição. Membro ativo do Grupo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física (GEHEF), vinculado ao Departamento de Educação Física e Desporto (DEFD) e ao PPGH, além de integrar o Centro de Memória do Esporte (CEMESP), também associado à UNIMONTES. Os interesses de pesquisa incluem a análise da imprensa em revistas jornalísticas brasileiras e jornais, com ênfase em temas como mídia, comunicação, notícias populares, leitura de imagens, pinturas e representações visuais. A pesquisa atual aborda temas como mulheres transgressoras, infanticídio, parricídio e crimes hediondos com repercussão midiática.

  • Stefany Reis Marquioli, Universidade Estadual de Montes Claros

    Mestra em História Social pela Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes (2024); licenciada em História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Carangola (2021).

  • Luís Fernando de Souza Alves, Universidad de Jaén

    Mestrando em Arqueologia das Paisagens Culturais pela Universidad de Jaén e Universidad Internacional de Andalucía (2025); mestre em Sociedade, Ambiente e Território pela Universidade Federal de Minas Gerais (2024); mestre em Teologia pelo Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper (2020); especialista em Pregação e Aconselhamento e especialista em Teologia Bíblica pelo Seminário Presbiteriano de Brasília (2014 e 2013); bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Brasília (2018); bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano de Brasília (2011); e licenciado em História (2022) pela Universidade Estadual de Montes Claros. É bolsista da Universidad de Jaén, a nível de mestrado (2024-2025), bem como bolsista Talento Santander (2024-2025).

  • Guilherme Carvalho Vieira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes); licenciado em Educação Física (2021) pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

  • Ioli Ferreira Santiago, Universidade Federal de Viçosa

    Mestranda em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); licenciada em História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Carangola (2021).

Publicado

2026-03-28

Edição

Seção

Artigos