GEODIVERSIDADE DE AMBIENTES ESTUARINOS E DISTRIBUIÇÃO DE CARANGUEJOS BRAQUIÚROS NO MUNICÍPIO DE ALCÂNTARA, AMAZÔNIA COSTEIRA MARANHENSE, BRASIL

Autores

  • Flávia Rebelo Mochel Universidade Federal do Maranhão
  • Ewerton Silva Gonçalves Universidade Federal do Maranhão
  • Josélia Castro da Silva Martins Universidade Federal do Maranhão
  • Deuzanir da Conceição Amorim Lima Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.31668/0a066r44

Palavras-chave:

Geodiversidade estuarina; Caranguejos Braquiúros; Amazônia Maranhense.

Resumo

Manguezais com seus apicuns, marismas, estuários com seus fundos diversificados e planícies de marés, são valiosos ecossistemas estuarinos. Entretanto, a diversidade que os constitui, principalmente no que tange à diversidade de fatores como tipos de substrato, características hidrológicas e oceanográficas, e sua interação com a biodiversidade, é o que determina o conceito de geodiversidade. A importante relação entre a geodiversidade e a biodiversidade dos caranguejos estuarinos está, por exemplo, na ciclagem de nutrientes, ao alimentarem-se de vegetação e acelerando o ataque por bactérias decompositoras, tornando os nutrientes novamente disponíveis para as plantas. A constante escavação desempenhada pelos caranguejos, em manguezal, promove alterações nas características do substrato, tais como mudanças na distribuição granulométrica, condições redox, condições de drenagem e disponibilidade de matéria orgânica e nutrientes. Os caranguejos também têm importância socioeconômica e cultural, por serem um recurso pesqueiro em muitas regiões e sua captura sustenta comunidades locais e gera renda, além de estarem presentes em tradições como receitas típicas, lendas, festivais e rituais religiosos. Este trabalho pretendeu contribuir para o conhecimento da caracterização da geodiversidade dos ambientes estuarinos e sua relação com a distribuição e composição dos caranguejos braquiúros na zona costeira amazônica.

Biografia do Autor

  • Flávia Rebelo Mochel, Universidade Federal do Maranhão

    *Artigo previamente aprovado no CIGEPPAM  (a/c Jurandyr)

    Flávia Rebelo Mochel. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), mestrado em Zoologia - Museu Nacional / UFRJ (1987) , doutorado em Geociências (Geoquímica) pela Universidade Federal Fluminense (1999), pós doutorado com Recuperação de Manguezais em Wageningen University (Holanda- 2014). Atualmente é professora associada da Universidade Federal do Maranhão, responsável pelo LAMA- Laboratório de Manguezais e fundadora/coordenadora do CERMANGUE- Centro de Recuperação de Manguezais na UFMA. é docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, em Natureza e Desenvolvimento (PRODEMA) UFMA. Possui experiência na área de Ecologia , Oceanografia Biológica e Educação Ambiental, com ênfase em Ecologia e Restauração de Manguezais e Oceanografia SocioAmbiental formal. Atuação principal nos seguintes temas: manguezais, educação ambiental, macrofauna bêntica, sensoriamento remoto e ecossistemas costeiros.

  • Ewerton Silva Gonçalves, Universidade Federal do Maranhão

    Graduado em Oceanografia pela Universidade Federal do Maranhão. Durante sua vida acadêmica atuou como Auxiliar de Pesquisa do Laboratorio de Manguezais (LAMA). Foi bolsista CNPq período de 2010.1-2011.2. Atualmente é estagiário do Laboratório de Bentos e Ecologia de Manguezais-LAMA/ LABOHIDRO/ UFMA. Membro da equipe do Centro de Recuperação de Manguezais (CERMANGUE)/ UFMA. Trabalha com macrofauna bêntica (crustáceos: decápoda Brachyura) de mesolitoral. É supervisor de estágio do curso de Técnico em Meio Ambiente do Instituto Florence de Ensino (IFE).

  • Josélia Castro da Silva Martins, Universidade Federal do Maranhão

    Doutoranda e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Maranhão-UFMA (2022), área de concentração em sistemas costeiros. Pós graduada em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental. Pós graduada em Qualidade, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Saúde. Pós graduada em Logística Portuária. Graduada em Engenharia Ambiental. Tecnóloga em Gestão Empresarial pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. Realizou pesquisa de mestrado pelo Centro de Recuperação de Manguezais (CERMANGUE). Experiência em docência no ensino superior, atuando nos seguintes temas: impactos socioambientais, planejamento e saúde ambiental, desenvolvimento sustentável, tratamento e reuso de água. Experiência na área de ciência ambiental. Experiência com germinação e produção de mudas de mangue. Experiência em coordenação comercial e gestão de pessoas.

  • Deuzanir da Conceição Amorim Lima, Universidade Federal do Maranhão

    Bacharel em Oceanografia pela Universidade Federal do Maranhão (2016) e Mestre em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço pela Universidade Estadual do Maranhão (2019). Tem experiência na área de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, atuando na área de Geografia Física, principalmente nas áreas de Geomorfologia, Bacias Hidrográficas, Recursos Hídricos, Recuperação de Manguezais e Educação Ambiental. Técnica no Grupo de Estudos da Amazônia Oriental (GEOAMAZON), pesquisadora no Centro de Recuperação de Manguezais (CERMANGUE / UFMA), no Laboratório de Manguezais (LAMA / UFMA) e no Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (LABSRGeo / UEMA) da Universidade Estadual do Maranhão. Recentemente foi Bolsista de Apoio Técnico Institucional (BATI) Nível 1 - Mestrado na UEMA pelo Grupo de Pesquisa em Geomorfologia e Mapeamento (GEOMAP) e em seguida fez parte de outro programa chamado Bolsa de Apoio Técnico Laboratorial (BATIGRAD) onde continuou a trabalhar com analises e pesquisas da área das Ciências Ambientais. Atualmente presta serviço de Apoio Técnico Institucional novamente, vinculada ao Laboratório de Geociências (LABGEO/UEMA) e ao Programa de Pós-Graduação em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço (PPGEO / UEMA), e é Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA/UFMA

Publicado

2026-03-28

Edição

Seção

Artigos