Capuchinos y naturaleza en el Putumayo y el Caquetá (Colombia) en las primeras décadas del siglo XX
Capuchinhos e natureza no Putumayo e no Caquetá (Colômbia) nas primeiras décadas do século XX
Resumo
La Amazonía ha sido transformada en los últimos dos siglos, debido, entre otras cosas, a las dinámicas territoriales y organizativas de los pueblos indígenas, al extractivismo capitalista, a la expansión estatal y a la actividad misionera. Este artículo se dedica a las primeras décadas del siglo XX, consideradas en la literatura sobre la Amazonía como decisivas para la transformación. En este sentido, centramos nuestra atención en la Prefectura Apostólica de Caquetá y Putumayo. Partimos de la premisa de que los capuchinos ecuatorianos y catalanes que desempeñaban su labor misionera allí fueron agentes de cambio importantes. Como miembros de la “familia franciscana”, estaban marcados en su forma de pensar y actuar por una concepción específica de la “naturaleza” que pretendía establecer una relación de armonía con el entorno. Sin embargo, los frailes estaban influenciados por otros factores que contradecían el postulado de la unidad pacífica entre el ser humano y la “naturaleza”. Ante todo, cabe señalar que estos se sumaron al discurso contemporáneo occidental sobre la “civilización” católica europeo-latinoamericana. En su propuesta de “conquistar”, “colonizar” y “civilizar” el territorio amazónico, coincidían con los objetivos del Estado en el periodo de los gobiernos conservadores. Además, los conocimientos y métodos de las ciencias naturales y de la etnología desempeñaron un papel significativo en sus acercamientos a la “naturaleza”. En este ensayo reconstruimos los discursos e ideas, así como las prácticas de los capuchinos, utilizando como fuente principal los informes sobre las excursiones apostólicas a la “selva”, habitada por pueblos indígenas, entre las que destaca el viaje dirigido por Gaspar de Pinell entre 1926 y 1927. El tema y la perspectiva adoptados son novedosos en tanto ponen en el centro la “naturaleza” y su transformación, aproximación que ha sido poco trabajada en la historiografía sobre los misioneros capuchinos.
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