Duas ditaduras Ibero-Americanas: as relações diplomáticas entre Brasil e Portugal (1964 e 1974)

  • Tiago João José Alves Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Resumo: O presente artigo analisa o relacionamento entre Brasil e Portugal de 1964 a 1974, bem como a institucionalização dos poderes de seus Estados autoritários. Ademais das particularidades, os regimes de Brasil e Portugal possuíam predicados semelhantes: o anticomunismo como justificativa para a instauração da vigilância, o autoritarismo como vetor inibidor das oposições e controlador da sociedade. O Estado Novo português buscou conquistar o apoio brasileiro para a manutenção de seu Império Colonial na África. Os governos brasileiros trataram os movimentos independentistas, em geral, como terroristas, creditando ao Estado português o encaminhamento das soluções. Porém, com a Revolução dos Cravos, em 1974, e as consequentes independências de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, o governo brasileiro reconheceu os novos governos. Ademais disso, discuto alguns dos diversos acordos, tratados, convenções, declarações, visitas e cooperações que foram firmados, salientando que não houve a ocorrência de cisões entre ambas as nações.  

Palavras-chave: Relações Brasil-Portugal. Ditadura Civil-Militar. Estado Novo.

Biografia do Autor

Tiago João José Alves, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).   

Publicado
2019-07-01
Como Citar
Alves, T. (2019). Duas ditaduras Ibero-Americanas: as relações diplomáticas entre Brasil e Portugal (1964 e 1974). Revista De História Da UEG, 8(1), e811917. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/8864