“El gran problema siempre es el tema del agua”. Una historia ambiental de las misiones religiosas del Río Pilcomayo (Gran Chaco, siglo XX)
“O maior problema é sempre a questão da água.” Uma história ambiental das missões religiosas do rio Pilcomayo (Gran Chaco, século XX)
Resumen
En la primera mitad del siglo XX, se abrieron numerosas misiones religiosas destinadas a los grupos indígenas del Gran Chaco. Dirigidas por anglicanos, franciscanos u oblatos, su objetivo principal era inculcarles un modo de vida compatible con la sociedad colonial. A partir del estudio de sus escritos, principalmente los de los anglicanos publicados en el South American Missionary Society Magazine, así como de sus archivos, principalmente los de los oblatos, el objetivo de este artículo es analizar la paradójica situación creada por las condiciones ambientales del Chaco. Los misioneros dependían de los recursos del río Pilcomayo, el agua y el pescado, para garantizar la subsistencia de las personas a su cargo, pero sufrían sus variaciones de su régimen, que les obligaban a desplazarse y reconstruir sus establecimientos. Del mismo modo, la inculcación de nuevas prácticas agrícolas y ganaderas, reto central de su proyecto civilizador, se vio frustrada por las dificultades de abastecimiento de agua. La continuación de las actividades tradicionales de subsistencia y la contratación en los ingenios o en las estancias, que tenían como consecuencia el alejamiento temporal de los indígenas de las misiones, fueron, por tanto, indispensables para garantizar la continuidad de estas últimas.
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