Ruth Landes e Edison Carneiro: matriarcado e etnografia nos candomblés da Bahia (1938-9)

  • Jamie Lee Andreson Centro de Estudos Afro-Orientais, Universidade Federal da Bahia.

Resumo

Este artigo examina o relacionamento pessoal e professional entre o etnólogo baiano Edison Carneiro e a antropóloga norte-americana Ruth Landes na década 30 na Bahia. Como uma narrativa histórica, utiliza fontes originais para entender a pesquisa de campo que influenciou suas conclusões no livro polêmico de Landes, A Cidade das Mulheres (publicado em 1947 em Inglês, e 1967 em Português). O artigo também trata do debate em relação à tese principal de Landes sobre o matriarcado como uma estrutura de liderança feminina nos candomblés e aos vários críticos de sua tese após a publicação. Ao final, examina o legado de Carneiro e Landes dentro do campo dos Estudos Afro-brasileiros em termos de suas abordagens sobre raça e gênero.

Biografia do Autor

Jamie Lee Andreson, Centro de Estudos Afro-Orientais, Universidade Federal da Bahia.
Aluna de mestrado em Estudos Étnicos e Africanos no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia. Formada em história pela University of California, Berkeley. Bolsista do Ruth Landes Memorial Research Fund. 
Publicado
2013-08-27
Como Citar
Andreson, J. (2013). Ruth Landes e Edison Carneiro: matriarcado e etnografia nos candomblés da Bahia (1938-9). Revista De História Da UEG, 2(1), 236-261. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/1585