Estratégias utilizadas pelo Instituto Mises Brasil para defender a propriedade privada e o livre mercado: interpretações do socialismo e do libertarianismo (2008-2009)

Strategies used by Instituto Mises Brazil to defend private ownership and the free market: interpretations of socialism and libertarianism (2008-2009)

  • Juan Filipi Garcês Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Resumo

Nosso artigo tem como objetivo apresentar como o Instituto Mises Brasil realizou interpretações conceituais com o intuito de defender o livre mercado e a propriedade privada. Utilizamos como exemplos dois conceitos: socialismo e libertarianismo. Faremos uma breve exposição do trabalho na introdução, apresentaremos algumas características da História Digital e História Imediata e depois explicaremos como funciona a estratégia do Instituto Mises Brasil de propagação de ideias, como esse procedimento mostra uma atuação transnacional, quais parceiros estão ligados ao Instituto Mises Brasil e as interpretações praticadas acerca dos dois termos. Como conclusão, observamos que o conceito de socialismo foi associado a políticas estatais e sempre pelo viés econômico, desconsiderando outras concepções. No caso do libertarianismo, ele foi interpretado como uma ideologia que pregava o direito à liberdade individual e à propriedade privada, rejeitando a interpretação feita por grupos libertários de esquerda, como o anarquismo. Essas interpretações foram utilizadas para fortalecer a ideologia propagada pelo Instituto: defesa da propriedade Privada e do livre mercado.

Palavras-chave: Socialismo. Libertarianismo. Propriedade Privada. Livre Mercado.

Biografia do Autor

Juan Filipi Garcês, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutorando em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

Publicado
2021-06-30
Como Citar
Garcês, J. (2021). Estratégias utilizadas pelo Instituto Mises Brasil para defender a propriedade privada e o livre mercado: interpretações do socialismo e do libertarianismo (2008-2009). Revista De História Da UEG, 10(02), e022106. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/11661