Mulheres de direita, imprensa e o golpe de 1964: a “marcha” noticiada

Right women, press and the 1964’s coup: the “march” notified

  • Eduardo dos Santos Chaves Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

Resumo

Neste artigo[1] analiso a maneira pela qual a grande imprensa brasileira noticiou a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em 2 de abril de 1964, na cidade do Rio Janeiro. Para tanto, primeiramente percorro a trajetória dos grupos femininos de direita, criados a partir de 1962, sobretudo a Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), e as relações dessas associações de mulheres com alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil. Num segundo momento verifico tanto os preparativos para a “Marcha”, largamente noticiados pelos principais jornais do país, quanto a forma pela qual o ato público foi retratado pela imprensa. Entendo que os grupos femininos atuaram em conformidade com grande parte da imprensa da época, em mobilizações que colaboraram na formação de consensos em torno da desestabilização e da queda do governo João Goulart.

Palavras-chave: Imprensa. Direitas. Golpe de 1964.

 

[1] O presente artigo é resultado das discussões realizadas na disciplina "Imprensa e História”, ofertada pelos professores Ricardo Souza Mendes e Lená Medeiros, no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGH-UERJ), em 2020/2.

Biografia do Autor

Eduardo dos Santos Chaves, Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

Doutorando em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); docente do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Florianópolis.

Publicado
2021-06-24
Como Citar
Chaves, E. (2021). Mulheres de direita, imprensa e o golpe de 1964: a “marcha” noticiada. Revista De História Da UEG, 10(02), e022104. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/11659