Outra forma de ser mulher: a luta das mulheres Zapatistas a partir de uma análise decolonial (1999-2007)

Another way of being a woman: the struggle of Zapatist women from a decolonial analysis (1999-2007)

  • Leticia Cassia da Silva Anastacio Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)

Resumo

O presente artigo pretende analisar, com base na luta pela emancipação feminina em território Zapatista, quais as demandas das mulheres atuantes no movimento e seus ideais de luta exercidos em conformidade com seus contextos e realidades locais, localizadas em América Latina e mais especificamente no México, em que buscam veementemente manter suas raízes culturais contando com o mínimo de interferência de ideais universalistas ou eurocêntricos. Nesse sentido e através da análise de cartas e falas públicas registradas em arquivos históricos, primeiramente focaremos no contexto histórico do Exército Zapatista, que se constitui enquanto uma revolução de caráter decolonial, e em seguida, do “ser mulher” perante a realidade das zapatistas e quais suas formas de lutar neste âmbito de luta feminista decolonial inerente às questões que perpassam as concepções idealizadas por outros feminismos hegemônicos. Com isso e por intermédio das falas das zapatistas deixadas por escrito, responderemos quais as problemáticas que movimentam a luta destes sujeitos dentro de um contexto revolucionário e decolonial.

Palavras-chave: Mulheres zapatistas. Feminismo decolonial. Decolonialidade. Zapatismo.

Biografia do Autor

Leticia Cassia da Silva Anastacio, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)

Graduanda em História pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR).

Publicado
2021-10-20
Como Citar
Anastacio, L. (2021). Outra forma de ser mulher: a luta das mulheres Zapatistas a partir de uma análise decolonial (1999-2007). Revista De História Da UEG, 10(02), e022117. Recuperado de https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/11575